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V .Í .N .C .U .L .O .S
Esse três me fazem achar que o mundo é até um lugarzinho legal, me deixam com uma vontade imensa de ser uma pessoa melhor. Isso deve ser amor.
Estranho...Quase me pego escrevendo “vou sentir saudade, a gente vai se separar”.
Às vezes eu sou tão boba...A gente nunca vai se separar.
Esses vínculos não começaram agora, e não vão terminar nunca.
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A Roberta me disse que meu gostar dela anda causando maremotos na Ásia. Ela disse, eu ri, mas a consciência não pesou não.
O Ti me disse que ia me apertar com força pra ver se eu ficava dentro dele pra sempre. Ele disse, eu ri, e pensei que não caberia não.
Eu tento falar mais baixo e falar menos, e não de mim.
Agora eu corro da minha própria intensidade, e lembro da Amaranta correndo atrás do próprio rabo. Sou, agora, o meu rabo correndo de mim.
O impossível: eu não consigo.
Se eu falar menos, e sentir menos. O que sobra?
Tenho muito medo do que sobra.
Muito medo de não sobrar nada.
O impossível: uma rosa no concreto.
Então embaixo desse chão áspero, tem alguma coisa?
Ai que medo do que tem embaixo.
Penso em Deus e me aquieto.
Sento perto da rosa, e da rachadura do chão. Agora observo e espero. Esse chão nunca precisou da minha força física pra ser quebrado. Eu nunca soube fazer nada sem essa força.
O possível: eu nunca fui forte de fato.
Eu nunca quis ver alguma coisa que sempre esteve por aqui.
Se Ele não me conhecesse, me pareceria ironia.
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Paulo Leminski
eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora
quem está por fora
não segura
um olhar que demora
de dentro de meu centro
este poema me olha
Paulo Leminski
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